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Jornal DCI – 06.03.2018 – Executivos estão otimistas com a expansão da economia

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FINANÇAS - Executivos estão otimistas com expansão da economia

Para o presidente do IBEF Campinas, Marcos Ebert, o cenário da pesquisa atual aponta, no comparativo com 2017, para rumos positivos de desenvolvimento

Resultado de pesquisa realizada pelo instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF) seccional Campinas, mostra, entre outras questões, que a corrida eleitoral deverá influenciar o comportamento da economia e também que a baixa dos juros incentivará mais investimentos.

O estudo foi feito entre o final de fevereiro e o início de março de 2018 com o objetivo de traçar o cenário econômico e detectar se haverá alguma recuperação da economia em 2018 na Região Metropolitana de Campinas. De acordo com o levantamento 61% das empresas que participaram da pesquisa são do setor de serviços, 35% da indústria e 4% de profissionais liberais e comércio. Com relação ao desempenho de suas empresas em 2018, 47% apontam que o crescimento das receitas será inferior a 10%, outros 45% afirmam que esse crescimento das receitas será superior a 10% e 8% apontam queda nas receitas. No ano passado, 33% apostavam num crescimento das receitas superior a 10%, 13% em queda nas receitas e 54% em um crescimento das receitas inferior a 10%.

Com relação a investimentos no ano passado, 31% das empresas diziam que não iriam investir, em 2018 esse percentual aumentou para 54%. Em 2017, 29% pretendiam realizar investimento inferior ao realizado em 2016 e em 2018 esse percentual caiu para 26% em relação ao ano passado. Na pesquisa, 40% dos respondentes afirmavam em 2017 que iriam investir mais ao realizado em 2016. Em 2018, 52% pretendem investir mais ao quem foi investido em 2017.

Na avaliação do presidente do IBEF Campinas, Marcos Ebert, o cenário da pesquisa atual mostra que os executivos de finanças estão mais confiantes com os rumos positivos da economia brasileira em relação à pesquisa do ano passado. “Começamos a ver, nas conversas, que as coisas estão melhorando, mas em termos de desemprego e de crescimento de PIB, depende ainda de ações e de tempo”, disse Ebert.

O vice-presidente do IBEF, Ricardo Eguchi, acredita que as empresas aproveitaram o período de crise para se planejar. “As empresas fizeram o trabalho de casa para reduzir o endividamento e continuam fazendo. Do passado para hoje há uma melhora gradual e significativa, com a alavancagem que tinham no passado. Hoje o cenário é muito mais propenso à recuperação econômica do que se via em 2017”, disse Eguchi. Bens de capital e indústria automotiva vem tendo uma visibilidade de investimentos maior. “A indústria automotiva vai investir R$ 30 bilhões nos próximos anos. É um investimento maciço na economia gerando emprego e gerando impostos, sendo essencial para a gente voltar a crescer”, avalia.

Para Ricardo Eguchi, a economia brasileira está com fundamentos muito mais sólidos com queda da inflação e ainda com espaço para uma redução da taxa Selic possibilitando que as empresas invistam, pois o Brasil ainda está barato comparado ao que foi no passado. “Existem ativos disponíveis no mercado para grandes operações serem realizadas seja internacional ou localmente com oportunidade para fusões e aquisições”, conclui.

Sobre a criação de vagas de emprego, em 2017, 36% sinalizaram para a criação de novas vagas, 8% que iriam diminuir e 56% manter as vagas existentes. Em 2018, houve um equilíbrio maior onde 44% pretendem criar novas vagas e 47% manter as vagas atuais. Outros 9% pretendem reduzir.

MILTON PAES
SÃO PAULO – 06.03.18 5:07 AM