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Jornal DCI – 5º Fórum IBEF Campinas – 05.09.2018

Notícias IBEF

Fórum IBEF debate futuro político-econômico

O cenário e a proximidade das eleições diante da decisão de investimentos foi objeto da mesa-redonda com os especialistas Marcos Troyjo (Columbia) e Rodrigo Prando (Mackenzie)

 Encontro discutiu construção de opções para demandas e oportunidades de crescimento econômico

Cerca de 120 executivos de finanças de empresas da Região Metropolitana de Campinas (RMC) participaram ontem (4) de debate, em Campinas (SP), promovida pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF) em parceira com a PwC Brasil com o tema “Brasil 2019! Como chegaremos? Estamos no caminho certo?”.

O futuro político-econômico do País foi avaliado pelo economista e cientista político Marcos Troyjo, professor da Universidade Columbia, em Nova York, e pelo doutor em Sociologia, professor e pesquisador do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA) da Universidade Mackenzie, Rodrigo Prando.

“O evento foi importante para os executivos de nossa região avaliarem os possíveis cenários políticos e econômicos como resultado das eleições que se aproximam e auxiliá-los na tomada de decisões estratégicas na condução de seus negócios”, disse o mediador Augusto Assunção, presidente do Conselho Consultivo do IBEF Campinas e sócio da PwC Brasil.

O presidente do IBEF Campinas, Marcos Ebert, avaliou que o fórum foi importante a alguns dias das eleições, em um ambiente de incertezas político-econômicas, com um espaço onde palestrantes puderam dividir conhecimento com o público. “Contribuímos com a construção de alternativas para os problemas que enfrentamos”, disse Ebert.

Troyjo disse que o Brasil já teve inúmeras oportunidades para desenvolver sua economia e obter papel de destaque no comércio internacional, mas desperdiçou a maioria delas. “Geralmente, quando há uma boa conjuntura internacional, nós adotamos políticas muito ruins. Torço é para que nesse novo ciclo que começa no dia primeiro de janeiro de 2019, a gente consiga fazer uma leitura inteligente dessas oportunidades internacionais com aquilo que temos que fazer internamente”, analisou.

Competitividade

Para Rodrigo Prando, o candidato a Presidência tem que ter a capacidade de verbalizar para a sociedade e mostrar a profundidade da crise enfrentada no país e apontar quais são as alternativas para resolver e enfrentar essa crise. O professor do Mackenzie defendeu ainda que o Brasil deve melhorar o seu índice de competitividade e de liberdade econômica ou o país vai continuar nas últimas colocações em termos de liberdade econômica.

“Que incentivos tem hoje o empreendedor para começar o seu negócio? é demorado, é caro, o desenvolvimento é difícil e a taxa de mortalidade das empresas no Brasil é muito alta, ou seja, há que se estabelecer um diálogo entre a política, a economia e a geração de emprego e aquilo que trás felicidade no limite ao pai de família e a uma mãe que precisa colocar comida em casa e pensar no crescimento e na qualidade de vida da sua família”, declarou o especialista.

Foto DCI

MILTON PAES • CAMPINAS - Publicado em 05/09/18