Medidas para resolver a crise de lucratividade no setor de serviços financeiros

Com os bancos lutando para melhorar seu retorno sobre o capital, muitas instituições são forçadas a se reestruturar e cortar custos. Mesmo no setor de gestão de ativos, onde o ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) é mais alto do que no setor de serviços financeiros como um todo, há uma pressão negativa sobre as margens e a rentabilidade. Porém, o corte de custos não é suficiente para resolver a atual crise de lucratividade. Para que isso melhore em longo prazo, as instituições financeiras precisam aperfeiçoar fundamentalmente sua produtividade.

A agenda de corte de custos adotada por muitas instituições desde a crise financeira, em essência, desglobalizou a indústria para torná-la mais local ou nacional, alienou negócios e dispensou clientes. O que é necessário agora é um foco fundamental na construção de um modelo de negócios produtivo sustentável que possa competir tanto com as instituições similares quanto com os concorrentes digitais.

Em um novo relatório intitulado “A agenda da produtividade – indo além da redução de custos nos serviços financeiros”, a PwC expõe os desafios e oportunidades enfrentados pela indústria de serviços financeiros e as maneiras pelas quais os executivos seniores devem responder se quiserem ir além do simples corte de custos e melhorar a rentabilidade a longo prazo.

Com base na pesquisa, a PwC identificou áreas nas quais as instituições do setor podem concentrar seus esforços de produtividade. Entre elas, ter uma melhor compreensão da força de trabalho, pois, rastreando, por exemplo, as horas gastas por tarefa, as organizações podem aumentar a produtividade em 15% a 20%. Outro esforço seria abraçar a chamada economia da plataforma, já que apenas 21% das instituições financeiras empregam hoje as ferramentas de crowdsourcing, que podem executar desafios e aproveitar o poder coletivo e os recursos de uma multidão, impulsionados por um senso de competição para desenvolver a melhor resposta. Isso se traduz em economia de custo significativa em toda a linha, juntamente com potencial melhora do nível de talento e inovação.

Em outra pesquisa realizada em 2018, a PwC ouviu os líderes de serviços financeiros e 75% deles relataram que estavam preocupados com a escassez de habilidades digitais no setor. Setenta e sete por cento deles afirmaram que estavam tentando tornar-se ágeis para proporcionar uma experiência de atendimento rápida e ininterrupta ao cliente; e mais de 50% dos CEOs acreditavam que a inteligência artificial terá um impacto maior do que a internet. Portanto, obter o equilíbrio certo entre as tarefas executadas pela IA e as tarefas executadas pelas pessoas será a chave para o sucesso futuro das instituições financeiras.

Está claro o que essas organizações precisam fazer para construir lucratividade futura e permanecer competitivas. No entanto, fazer as mudanças necessárias será um enorme desafio. Muito em breve começaremos a ver quais CEOs levaram a agenda da produtividade a sério.

por Valdir Augusto Assunção

Sócio da PwC Brasil

 

 

 

 

 

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