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Embora possa ser um tema difícil de tratar, falar abertamente sobre o câncer pode ajudar a esclarecer mitos e verdades e, com isso, aumentar a chance de enfrentamento da doença. Um em cada três casos de câncer pode ser curado se for descoberto logo no início. Mas muitos pacientes, por medo ou desconhecimento, preferem não falar no assunto e acabam atrasando o diagnóstico. Por isso, é preciso desfazer crenças sobre o câncer, para que a doença deixe de ser vista como uma sentença de morte ou um mal incurável e inevitável. Alguns tipos de câncer, entre eles o de mama, apresentam sintomas e sinais em suas fases iniciais. Descobertos cedo, podem ser tratados a tempo. A detecção precoce ajuda a reduzir a mortalidade e traz melhores resultados no tratamento de alguns tipos de câncer.

Suas mamas são únicas, assim como você. É comum que uma das mamas seja maior que a outra ou que tenham formatos diferentes. Quando a mulher conhece bem o seu corpo, ela pode perceber mudanças que são normais nas mamas e ficar alerta para um sinal ou sintoma suspeito de câncer de mama. A informação pode salvar vidas. Por isso aqui vão algumas  orientações  a respeito da prevenção e detecção precoce do câncer de mama. Lembre-se de que essas dicas não substituem o diálogo entre você e o profissional de saúde que a atende. Informe-se, tire suas dúvidas e decida o que é melhor para você.

O que causa o câncer de mama? Não há uma única causa. Diversos fatores estão relacionados ao câncer de mama. Ser mulher e envelhecer são os principais fatores que aumentam o risco. Ambientais : Obesidade e sobrepeso principalmente após a menopausa ; sedentarismo (não fazer exercícios) ;  consumo de bebida alcoólica ; exposição frequente ao sol ; radiações ionizantes –  (Raios-X) .  Fatores de risco Hormonais : primeira menstruação (menarca) antes de 12 anos;  não ter tido filhos; primeira gravidez após os 30 anos; não ter amamentado; parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos; ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos.  Genéticos:  história familiar de câncer de mama e ovário, principalmente em parentes de primeiro grau antes dos 50 anos;  alteração genética .

É possível reduzir o risco de câncer de mama? Sim. Manter o peso corporal adequado, praticar atividade física e evitar o consumo de bebidas alcoólicas ajudam a reduzir o risco de câncer de mama. A amamentação também é considerada um fator protetor. Qual o perigo da Terapia de Reposição Hormonal? A Terapia de Reposição Hormonal (TRH), principalmente a terapia combinada de estrogênio e progesterona, aumenta o risco do câncer de mama. O risco elevado de desenvolver a doença diminui progressivamente após a suspensão da TRH. A TRH é o uso de hormônios para aliviar os sintomas da menopausa, fase em que os ovários deixam de produzir estrogênio e progesterona.

Como as mulheres podem perceber os sinais e sintomas da doença? Todas as mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres. Olhe, palpe e sinta suas mamas no dia a dia para reconhecer suas variações naturais e identificar as alterações suspeitas. Em caso de alterações persistentes, procure o Posto de Saúde.

O que é recomendado para as mulheres com risco elevado para câncer de mama? É recomendado que as mulheres conversem com o médico para avaliação do risco e a conduta a ser seguida.

A mamografia e o exame clínico das mamas identificam alterações suspeitas, mas a confirmação de câncer de mama é feita em laboratório pelo exame histopatológico, que analisa uma pequena parte retirada da lesão (biópsia).

O acesso à investigação diagnóstica das alterações suspeitas da mama, de modo ágil e com qualidade, é um direito da mulher. O que é recomendado para as mulheres com risco elevado para câncer de mama? É recomendado que as mulheres conversem com o médico para avaliação do risco e a conduta a ser seguida. Os serviços de saúde devem priorizar a consulta das mulheres com nódulo ou outras alterações suspeitas da mama. A rapidez da avaliação facilita a detecção precoce da doença.

Fonte: Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva – RJ

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