“Gestão de Custos” deverá ser uma preocupação permanente para as empresas.

 

Independente do momento da economia atual, a gestão estratégica de custos continuará na pauta dos executivos de todo o mundo.

A competitividade é acelerada não somente pela globalização, mas pela difusão de tecnologias digitais e pela dinamização de novos e ‘desconhecidos’ polos econômicos, como os países do sudeste asiático (Malásia, Filipinas, Indonésia, etc.)

Com isso a estrutura dos custos dos produtos e dos serviços mudou. Houve uma considerável diversificação no modo de produção e na maneira de prestação de serviços – onde muitas delas nos fazem repensar o modelo. Desta forma, empresas que até então desconheciam sua completa estrutura tiveram a necessidade imediata do conhecimento, assim como o controle de todos os elementos de custos diretos e indiretos.

Muitos executivos necessitaram estudar e entender tais elementos que impactam ou impactaram negativamente seus resultados. Sejam eles, os custos (que são os bens e serviços efetivamente consumidos na produção de outros bens ou serviços), as despesas (que são os bens e serviços consumidos para apoiar ou gerir as atividades da empresa) ou as perdas (que são os bens e serviços consumidos de forma anormal ou indevida, seja por ineficiência, riscos mal geridos ou furtos, por exemplo).

Mas, para fazer uma efetiva gestão, as empresas tiveram que rever seu método de custeio, ou seja, um sistema de apuração dos seus custos. Um dos métodos que tem sido fortemente implementado é o ABC (Activity Based Costing). Nele é possível que a empresa entenda com mais acurácia o dispêndio de seus custos, podendo avaliar se está ou não agregando valor aos negócios.

“É comum identificarmos muitas empresas no Brasil apurando seus custos no formato contábil, ou seja, salários, depreciação, matérias-primas, etc., por exemplo, porém empresas desenvolvidas mundialmente tentam identificar custos com atendimento a clientes, identificação de perdas no processo produtivo e gestão eficiente de estoques”, diz Armando Gonçalves – Professor e Coordenador Regional da FIA-USP em Campinas.

A gestão eficaz de custos passa, então, a auxiliar na identificação e no desenvolvimento de estratégias corporativas, podendo ser determinante na definição, acompanhamento e revisão de objetivos estratégico definidos através de indicadores e metas que devem ser mais intensos em tempos de crise.

“Num momento de instabilidade econômica que vivemos, onde a necessidade de gerir custos torna-se crítica à sobrevivência empresarial, fica claro que empresas que praticarem um bom método de custeio, com apontamentos recorrentes e corretos, terão uma poderosa vantagem estratégica”, avalia Marcelo Baldove – Diretor de Consultoria da KPMG no escritório de Campinas.

Finalizando, segundo economistas renomados, para enfrentar as forças competitivas, três abordagens devem ser trabalhadas com intensidade: i) Liderança de Custo; ii) Diferenciação; e iii) Enfoque.

Desta forma, a “liderança de custo” requer a construção agressiva de atividades eficientes e de escala, perseguição vigorosa em redução de custos e, principalmente, ter equipe com experiência e métodos pré-definidos para sua apuração e monitoramento.

É para pensar!

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