Região de Campinas recebe R$ 384,35 milhões da Desenvolve SP

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Os juros elevados no Brasil exigem de pessoas físicas, jurídicas e governos planejamento na hora da tomada de dinheiro seja para capital de giro, investimentos ou para fazer um crediário na loja. O jeito é buscar linhas de crédito com condições que sejam mais favoráveis. Um caminho é analisar os produtos oferecidos por bancos de fomento e as cooperativas de crédito. Entre o ano de 2019 e o começo de 2022, a Desenvolve SP – Banco do Empreendedor do Estado de São Paulo – emprestou R$ 384,35 milhões para clientes da Região Administrativa de Campinas.

Dados do banco estadual apontam que a pandemia impactou a busca por crédito. Em 2019, o volume desembolsado para a RA Campinas foi de R$ 137,89 milhões. O valor caiu para R$ 136,34 milhões em 2020, primeiro ano da crise sanitária. E baixou para R$ 96,66 milhões no ano passado. Nos dois primeiros meses de 2022, o valor dos empréstimos somou R$ 13,45 milhões para a região. O banco de fomento tem linhas de capital de giro com taxas que variam de 0,80% ao mês acrescidos de Selic a 2,63% (0,59% acrescidos da TLP) ao mês com operação atrelada ao BNDES.

Com o país crescendo abaixo do que se espera, inflação e juros altos, os empreendedores ainda pensam duas vezes antes de tomar crédito no mercado. Dono de uma pequena indústria de vestuário, José Cândido quer aumentar a produção para atender um novo mercado. “No começo da pandemia, quando tudo parou, precisei fazer empréstimos para manter a minha empresa de pé. Não foi fácil pagar tudo com juros tão elevados. Com corte de custos e vendendo para novos públicos, equilibramos as contas e pagamos o banco. Quero aumentar a minha empresa, só que o crédito está caro demais. Não vou fazer loucuras agora”, diz.

Crédito Subsidiado

Assunção diz que o crédito é fundamental para financiar toda e qualquer atividade. “Todavia não pode ser a única fonte. As empresas precisam gerar EBTIDA suficiente para financiar o operacional, deixando os recursos de financiamento externo para planos de investimentos”, explica o presidente do IBEF Campinas.

Ele aconselha as empresas que estão endividadas a refinanciar as dívidas “de preferência alinhadas com as respectivas gerações de caixa”. Assunção ressalta que para evitar novos empréstimos é necessário “fazer uma análise profunda da estrutura de custos para otimizar a rentabilidade dos respectivos produtos”.

O executivo de Finanças diz que há hoje instrumentos que permitem uma análise mais detalhada dos custos, e se for preciso reduzi-los, fazer de uma forma direta e racional. “Um exemplo é a Gestão Matricial de Despesas”, cita Assunção.

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