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IBEF Campinas Interior Paulista e Prime Leads Brasil lançam movimento para valorizar o capital relacional dos executivos de finanças

Milton Paes

O IBEF Campinas Interior Paulista e a Prime Leads Brasil lançaram uma iniciativa pioneira no Brasil para colocar o capital relacional no centro da agenda de desenvolvimento dos executivos de finanças. O movimento propõe ampliar a visão tradicional da carreira, historicamente concentrada no domínio técnico, nos resultados e na entrega de projetos, para incorporar uma competência considerada cada vez mais estratégica: a capacidade de construir, desenvolver e mobilizar relacionamentos que ampliem o acesso a pessoas, ambientes e oportunidades.

O lançamento reuniu mais de 90 participantes e contou com a apresentação de Luciano Rocha, fundador e CEO da Prime Leads Brasil e criador do Sistema Prime de Inteligência Relacional. Durante o encontro, ele abordou a importância do capital relacional para a trajetória profissional dos executivos e a necessidade de desenvolver essa competência de forma estruturada, preparando-os para novos desafios ao longo da carreira.

A iniciativa surge em um cenário de transformação do mercado de trabalho, no qual a experiência técnica, embora indispensável, precisa estar associada à capacidade de estabelecer conexões relevantes e duradouras. O objetivo é estimular os profissionais a compreenderem como seus relacionamentos podem contribuir para a evolução da carreira, a transição para o empreendedorismo, a atuação como conselheiros e a construção de novas oportunidades de negócios.

Para Luciano Rocha, o interesse demonstrado pelos participantes reforçou a importância de levar o tema à agenda dos executivos de finanças. “Normalmente, vemos esses executivos com um grau elevado de desenvolvimento técnico, teórico e de entrega de projetos. Trouxemos hoje uma reflexão sobre a importância de desenvolver uma nova competência para a carreira, que é o capital relacional”, afirmou.

Segundo ele, essa capacidade pode fazer diferença especialmente nos momentos de transição profissional, quando o executivo precisa encontrar novos caminhos para continuar contribuindo com sua experiência e conhecimento. A construção de uma rede de relacionamentos consistente pode favorecer a atuação como empreendedor, conselheiro ou em outras posições estratégicas.

Rocha explicou que os próximos passos do movimento serão dedicados à conscientização e ao desenvolvimento prático dessa competência. Conceitos como capital relacional, inteligência relacional, arquitetura relacional e índices de maturidade relacional deverão integrar a jornada de aprendizagem. “O primeiro passo é trazer a consciência sobre essa necessidade para o executivo. Depois, poderemos criar uma trilha de desenvolvimento”, destacou.

O presidente do IBEF Campinas Interior Paulista, Marcos Ebert, avaliou positivamente a participação dos profissionais e ressaltou a necessidade de superar relacionamentos superficiais, comuns em ambientes digitais e encontros sociais, para construir conexões efetivas e produtivas. “Queremos que as pessoas aprendam a se relacionar efetivamente. Não é uma coisa interesseira. É algo útil para o profissional que quer se recolocar, estabelecer relacionamentos ricos com seus pares ou participar de conselhos. Hoje, é muito importante que as pessoas saibam quem você é na hora de escolher”, afirmou Ebert.

O dirigente também destacou a experiência de Luciano Rocha, que aprofundou seus estudos sobre o tema no exterior e reúne trajetória empresarial e conhecimento especializado em inteligência relacional. Para Ebert, essa combinação permite levar aos associados uma abordagem que ultrapassa o conteúdo conceitual e estimula a aplicação dos conhecimentos no cotidiano profissional.

A programação prevê outras duas atividades, com grupos menores e encontros de um dia inteiro, nos quais os participantes poderão aprofundar o tema, discutir situações práticas e desenvolver estratégias para tornar seus relacionamentos mais produtivos.

A vice-presidente de Marketing e Ações Comerciais do IBEF Campinas Interior Paulista, Julia Cossi, reforçou que o encontro de lançamento representa apenas o início da iniciativa. A proposta é fazer com que os participantes avancem da compreensão do conceito para a elaboração de um plano de aplicação prática. “A ideia é que a gente tenha, na sequência, mais dois eventos para colocar em prática muitas das coisas que escutamos aqui e que todos os participantes saiam com um plano prático de como aplicar a questão do capital relacional no dia a dia”, declarou.

Cossi observou que os executivos de finanças costumam dedicar grande parte de sua atenção às metas e aos resultados das organizações. Nesse contexto, o movimento pretende estimular uma reflexão sobre a importância de cultivar relacionamentos ao longo de toda a carreira, e não apenas quando surgem necessidades de recolocação ou de transição profissional.

A percepção dos participantes também evidenciou o potencial do tema. Claudia Fermino, executiva financeira do Covabra, considerou a abordagem uma novidade relevante e relacionou o capital relacional à rede de contatos construída ao longo da trajetória profissional. “Pelo que ele falou, capital relacional tem muito a ver com a sua rede, que proporciona os acessos. É tudo através de com quem você se relaciona e dos contatos que você tem para ter sucesso no seu negócio”, avaliou. Para ela, compreender essa dinâmica pode ajudar os profissionais a ampliar possibilidades e conquistar novas oportunidades dentro das organizações.

Ivan Furlan, CFO da AB Mauri Brasil, também destacou a importância de incorporar o tema à agenda dos executivos, independentemente do estágio em que se encontram na carreira. Segundo ele, a inteligência relacional pode contribuir tanto para profissionais que buscam posições de diretoria ou assentos em conselhos quanto para aqueles que desejam estabelecer parcerias comerciais ou direcionar melhor seu desenvolvimento profissional.

Furlan defendeu que a construção do capital relacional comece desde os primeiros anos de carreira. “Quanto mais cedo você começa isso na sua carreira, melhor será o resultado lá na frente”, afirmou.

Na avaliação do executivo, deixar esse desenvolvimento para momentos de aposentadoria, desligamento ou mudança de trajetória pode exigir um esforço maior e menos estruturado para recuperar o tempo perdido. Por isso, planejar a rede de relacionamentos, identificar conexões relevantes e compreender como desenvolvê-las de maneira consistente são medidas que podem produzir resultados ao longo de toda a vida profissional.

Com o lançamento do movimento, o IBEF Campinas Interior Paulista e a Prime Leads Brasil pretendem ampliar a discussão sobre uma dimensão da carreira que vai além da competência técnica. A iniciativa busca demonstrar que relacionamentos construídos com consistência, confiança e propósito podem se transformar em um ativo estratégico para os executivos de finanças, contribuindo para a continuidade profissional, a geração de oportunidades e o fortalecimento de sua atuação no ambiente empresarial.

Público que participou do evento. Crédito: Celso Congilio
Luciano Rocha, Fundador e CEO da Prime Leads Brasil. Crédito: Celso Congilio
Marcos Ebert, presidente do IBEF Campinas Interior Paulista. Crédito: Celso Congilio
Julia Cossi, VP de Marketing e Ações Comerciais do IBEF Campinas Interior Paulista. Crédito: Celso Congilio
Milton Paes O IBEF Campinas Interior Paulista e a Prime Leads Brasil lançaram uma iniciativa pioneira no Brasil para colocar o capital relacional no

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